Esta página foi traduzida automaticamente do alemão. Ver original alemão →
Divina Misericórdia

Divina Misericórdia

Veneração da Divina Misericórdia

Segundo as revelações de Jesus do Diário de Santa Irmã Faustina

Minha filha, proclamai ao mundo inteiro a Minha insondável misericórdia. [699]

Dizei à humanidade sofredora que se aproxime do Meu coração misericordioso e Eu a encherei de paz. [1074]

"Nada é tão necessário ao homem quanto a misericórdia de Deus."
São Papa João Paulo II.

Nos Rastros da Divina Misericórdia

"Por obra das entranhas da misericórdia do nosso Deus, virá do alto a visita do Sol nascente." (Lc 1,78)

Interioridade e espiritualidade: promover e desenvolver a disposição religiosa da pessoa humana (...) todas essas tarefas de primeira ordem e frutos benditos da fé vivida encontramos no Diário da Irmã Maria Faustina:

"Oh, como é belo o mundo espiritual! É tão real que, em comparação, a vida exterior não passa de vã ilusão e impotência!" [884]

A Irmã Faustina nos mostra aquilo que com demasiada frequência se recuou para o segundo plano, quando não para o esquecimento, no decorrer do desenvolvimento das últimas décadas – a vida interior da alma com Deus.

"Se ao menos as almas escutassem Minha voz quando falo na profundidade de seus corações, alcançariam o ápice da santidade em pouco tempo." [584]

A verdadeira interioridade consiste no amor alegre a Deus e à Sua santa vontade:

"A tristeza não pode arraigar-se num coração que ama a Deus!" [886]

Sob o nome de liberdade total, de emancipação sem limites, os mandamentos de Deus foram chamados de repressivos – sim, o próprio Deus foi declarado o adversário da liberdade humana. O Papa João Paulo II observou em sua encíclica Dominum et Vivificantem (n.º 38) que Deus foi por fim declarado inimigo de Sua própria criatura. A Irmã Faustina desmascara essa blasfêmia ao proclamar luminosamente:

"O amor a Deus liberta a alma! É como uma rainha que não conhece a compulsão da escravidão!" [890]

A preocupação de muitos crentes de que a interioridade, a vida espiritual, é algo muito difícil, que a ascensão da alma só pode ser alcançada com obras extraordinárias, já havia sido rejeitada como infundada por Santa Teresinha do Menino Jesus com seu "Pequeno Caminho". Integralmente nessa tradição, o Diário da Irmã Faustina visa ao decisivo na vida religiosa: o amor.

"Jesus, mostrastes-me em que consiste a grandeza da alma: não em grandes obras, mas apenas em grande amor. O amor dá valor. Dá valor a todas as obras. Assim as pequenas e cotidianas obras tornam-se grandes e significativas diante de Deus através do amor. O amor é um mistério que transforma tudo quanto toca em coisas belas e agradáveis a Deus." [889]

Deus é amor. (1 Jo 4,16) E o amor quer dar-se. Dar-se é alegria; não poder dar-se é sofrimento. Jesus dá-Se inteiramente a Deus; dá Sua vida pelo pecado do mundo. Para com o ser humano pecador, o amor revela-se como misericórdia (miseri cor dare = misericórdia).

A Divina Misericórdia é maior que a miséria humana. Quanto mais miserável o homem pecador, tanto mais a bondade de Deus se inclina a mostrar-lhe misericórdia. Essa total disposição de conceder misericórdia a todos se revelou a Faustina de modo especial. Sua vocação especial é proclamar a misericórdia de Deus. Este é também o sentido da imagem que ela deveria pintar: Uma imagem que, mesmo só contemplada, desperta confiança sem limites na Divina Misericórdia. (…)

"Não posso punir nem o maior pecador. Se ele apela à Minha misericórdia, justifico-o na Minha insondável e inescrutável misericórdia." [1146]

Segundo a revelação de Jesus a Faustina, basta a compreensão da própria miséria e abertura ao chamado do Senhor, então rios de misericórdia jorrarão do Coração de Jesus sobre a humanidade. A Irmã Faustina torna-se assim a arauta da confiança na misericórdia infinita. O que quer que tenha acontecido na vida de uma pessoa, mesmo os piores pecados – plena, não diminuída confiança no amor misericordioso de Jesus é sempre o caminho da salvação.

O nome religioso completo de nossa Serva de Deus é: Irmã Maria Faustina do Santíssimo Sacramento. Este nome abre a visão para uma riqueza adicional desta vida divina, a saber, o significado da Sagrada Comunhão na vida de Faustina. Ela deixou diversas preparações para receber a Sagrada Comunhão. São tesouros repletos de incrível amor e profundidade. Também aqui se pode reconhecer a providência divina: Na época das Comunhões em massa, da recepção massiva da Comunhão, é necessário conscientizar repetidamente os muitos comungantes de quem recebem, do que pertence à boa preparação, à recepção digna e interior, e à ação de graças cuidadosa.

"O momento mais solene da minha vida é sempre o momento em que recebo a Sagrada Comunhão … Os anjos invejariam os humanos apenas duas coisas, se pudessem: receber a Sagrada Comunhão e sofrer." [1804]

Com the última palavra citada, caracteriza-se uma dimensão adicional na vida de Faustina. O sofrimento tornou-se seu companheiro familiar. Com a Sagrada Hóstia da Eucaristia, ela queria tornar-se hóstia, sacrifício, ela mesma. Por um lado, seu desejo era sofrer com Jesus pela salvação dos pecadores.

"O Senhor concedeu-me durante a Hora Santa participar de Sua Paixão. Participei da amargura que encheu Sua alma durante a Paixão." [872]

Por outro lado, ela queria fazer reparação a Jesus pelas dificuldades que Ele tem de suportar dos homens, por isso Jesus muitas vezes lhe disse palavras como estas na Sagrada Comunhão:

"Minha filha, teu amor é reparação para Mim pela frialdade de coração de muitas almas." [1816]

Aqui a cooperação na salvação das almas, sempre conhecida na história da piedade, torna-se realidade. (…) O Papa Pio XII falou disso com seriedade em sua encíclica Mystici Corporis:

"É um mistério verdadeiramente impressionante que nunca se pode contemplar o suficiente: que a salvação de muitos depende das orações e penitências voluntárias dos membros do Corpo místico de Jesus Cristo, que eles assumem para este fim." (Doutrina Salvífica da Igreja, p. 489, Friburgo, Suíça 1953)

Após a leitura do Diário da Irmã Faustina, essa preciosa joia da literatura espiritual, surge a pergunta: Como é possível viver sequer um único momento sem amar a Deus?

Do prefácio ao Diário de Santa Irmã Faustina por Dom Josef Stimpfle †, Augsburgo, 6 de agosto de 1987

Nos Rastros da Divina Misericórdia

Irmã Faustina e Sua Missão

"Em toda alma Eu realizo a obra da misericórdia. Quanto maior o pecador, tanto maior seu direito à Minha misericórdia. Sobre toda obra de Minhas mãos Minha misericórdia está fixa." [723]

A missão da Irmã Faustina abarca a devoção à Divina Misericórdia em novas formas. O fundamento dessa devoção é a confiança filial em Deus e o amor misericordioso ao próximo, por assim dizer a chave da perfeição cristã.

A Irmã Faustina reconheceu essa insondável misericórdia sobretudo através da contemplação das obras de Deus. Na misericórdia de Deus ela vê a única razão pela qual Ele chama as criaturas do nada ao ser. Ela escreve sobre isso:

"Oh Deus, por misericórdia chamastes o gênero humano do nada ao ser e o presenteastes abundantemente com dons naturais e sobrenaturais. Isso ainda não foi suficiente para Vossa bondade. Em Vossa misericórdia nos dais a vida eterna. Deixais-nos alcançar Vossa felicidade eterna, participar de Vossa vida interior, e isso somente por causa de Vossa misericórdia. Presenteais-nos com Vossa graça somente porque sois bom e repleto de amor. Não precisastes de nós para ser feliz, mas Vós, Senhor, quereis compartilhar Vossa própria felicidade conosco." [1743]

Ela reconhece ainda mais na Encarnação de Deus Sua superabundante misericórdia, que se revela de modo mais perfeito no evento da redenção na Cruz.

"Por Vossa misericórdia – ela reconheceu em conversa com Jesus – descestes até nós para nos levantar de nossa aflição. (…) O insondável milagre de Vossa misericórdia ocorre, Senhor: o Verbo se faz carne, Deus habita entre nós, o Verbo de Deus – misericórdia encarnada. Esta humilhação de Deus através da aceitação da natureza humana é uma expressão de Sua misericórdia, um dispêndio de Seu amor diante do qual o céu se maravilha." [1745]

O reconhecimento do mistério da misericórdia de Deus na obra da criação, redenção e beatitude ocorreu em sua vida através do uso de meios muito simples, como leitura espiritual, meditação diária, contemplação dos mistérios do Terço e da Via-Sacra, profunda experiência dos santos sacramentos, das festas litúrgicas do ano eclesiástico, bem como considerar e notar todo o bem que Deus realizou no mundo e em sua vida pessoal.

A Chave do Coração de Deus

O fundamento da devoção à misericórdia de Deus é a confiança. É por assim dizer a chave do Coração de Deus e o vaso para atrair todas as graças.

"Da Minha misericórdia extrai-se graças com apenas um vaso, e esse é a confiança. Quanto mais uma alma confia, mais recebe." [1578]

Essa confiança prova-se em que diariamente de novo direcionamos nossa vida segundo a vontade de Deus. Isso acontece primeiro através do cumprimento de Seus mandamentos e nossos deveres de estado, segundo através do seguimento das inspirações do Espírito Santo, e terceiro através da aceitação gratos de todas as Suas disposições e permissões. [Cf. 444]

"Dize, Minha filha, que sou inteiramente amor e misericórdia. Quando uma alma se aproxima de Mim com confiança, encho-a de graça tão poderosa que ela não pode conter esta graça em si mesma e a irradiará sobre outras almas." [1074]

Misericórdia para com o próximo é – ao lado da confiança – o segundo componente essencial dessa devoção. Por isso Jesus expressou o desejo de que Seus devotos, por amor a Ele, realizassem pelo menos um ato de misericórdia para com seus próximos no decorrer do dia.

"Deveis mostrar misericórdia ao vosso próximo sempre e em todo lugar. Não podeis vos desculpar, nem sair por palavras, nem vos justificar. Indico-vos três modos de mostrar misericórdia ao vosso próximo: primeiro – a ação; segundo – a palavra; terceiro – a oração. Nesses três graus está contida a plenitude da misericórdia; é uma prova irrefutável de amor por Mim. Assim a alma louva e venera Minha misericórdia." [742]

Ele também explicou que a misericórdia para com a alma é mais meritória e acrescentou que nenhum meio material é necessário para isso. Misericórdia todos podem e devem mostrar, sobretudo todo batizado, segundo a mensagem do Evangelho.

Assim a devoção à misericórdia de Deus não tem exclusivamente o caráter de uma oração, mas é uma manifestação profundamente vivida da vida cristã.

Esta imagem de graça está localizada no Santuário da Divina Misericórdia em Vilnius (Lituânia) desde setembro de 2005. Eugeniusz Kazimirowski foi o primeiro pintor encarregado de pintar a imagem de Jesus Misericordioso segundo as descrições da Ir. Faustina. Quando ela a viu pela primeira vez em 1934, chorou amargamente porque não conseguiu retratar Jesus tão belamente quanto lhe foi permitido contemplá-Lo. Contudo Jesus a consolou, falando-lhe: "Não na beleza das cores ou do pincel está a grandeza desta imagem, mas na Minha graça." [313]

A Imagem de Jesus Misericordioso

"Oh amor eterno, ordenais que Vossa santa imagem seja pintada e nos revela a insondável fonte da misericórdia. Abençoais aqueles que se aproximam de Vossos raios, e toda alma negra transforma-se em neve." [1]

O encontro da Irmã Faustina com Jesus Misericordioso em 22 de fevereiro de 1931 está no início da veneração dessa imagem única através da qual muitas pessoas recebem rios de graças. Ela escreve:

"À noite, quando estava em minha cela, contemplai Jesus, o Senhor, com uma túnica branca. Uma mão estava erguida em bênção, a outra tocava a túnica no peito. Da abertura da túnica (…) saíam dois grandes raios, um vermelho e um pálido. (…) Minha alma ficou permeada de medo, mas também de grande alegria. Após um momento Jesus disse-me: 'Pinta uma imagem conforme o que vês, com a inscrição: Jezu Ufam Tobie (Jesus, confio em Vós)! Desejo que esta imagem seja venerada, primeiro em vossa capela, depois por todo o mundo.'" [47]

O conteúdo da imagem está intimamente ligado à liturgia do segundo domingo da Páscoa (Festa da Divina Misericórdia). O Evangelho do dia da Igreja concerne à aparição do Ressuscitado na Sala Superior e a instituição do Sacramento da Penitência (cf. Jo 20,19-23). Os raios de Sangue e Água que fluem do coração traspassado, bem como as feridas nas mãos e nos pés, recordam os eventos da Sexta-Feira Santa (cf. Jo 19,16-37).

"Os raios da misericórdia consomem-Me, quero derramá-los sobre as almas dos homens." [50]

Característica da imagem de Jesus Misericordioso são os dois raios que o próprio Senhor explicou:

"O raio pálido significa água, que justifica as almas; o raio vermelho significa Sangue, que é a vida das almas. (...) Esses dois raios saíram das profundezas de Minha misericórdia quando Meu Coração moribundo na Cruz foi aberto pela lança. Felizes aqueles que vivem em sua sombra." [299]

Os Sacramentos do Batismo e da Penitência purificam a alma, e no Sacramento da Eucaristia ela sempre de novo recebe seu sustento.

Assim a imagem fala por um lado da grande misericórdia de Deus, que nos foi revelada no mistério pascal de Cristo, e por outro nos recorda da prática cristã da confiança bem como do amor ativo ao próximo. As palavras colocadas na imagem apontam para a atitude de confiança: Jesus, confio em Vós!

"A imagem," disse Jesus, "recordará as exigências de Minha misericórdia, pois mesmo a fé mais forte não vale nada sem obras." [742]

À devoção à imagem entendida assim, o Senhor prometeu a salvação eterna:

"Prometo que a alma que venerar esta imagem não perecerá." [48]

O Senhor também prometeu grande progresso no caminho da perfeição cristã, a graça de uma morte feliz, bem como todas as outras graças e benefícios temporais pelos quais as pessoas Lhe pedirão com confiança:

"Através da imagem concederei muitas graças às almas; portanto toda alma deve ter acesso a ela." [570]

Em 1943, o pintor Adolf Hyla, em ação de graças por sua salvação da guerra, também fez uma pintura de Jesus Misericordioso e a doou como oferta votiva para a capela das Irmãs da Congregação de Nossa Senhora da Misericórdia em Cracóvia. Até hoje incontáveis pessoas vêm a este santuário para venerar Jesus Misericordioso e pedir graças. Cópias desta grande imagem de graça são distribuídas por todo o mundo.

A Festa da Divina Misericórdia

"Desejo que o primeiro domingo após a Páscoa torne-se a Festa da Misericórdia." [299]
"Neste dia os sacerdotes proclamarão às almas Minha grande e insondável misericórdia." [570]

Jesus expressou este desejo pela primeira vez in 1931 em Płock, quando comunicou Sua vontade concernente à criação da imagem de Jesus Misericordioso. Nos anos seguintes Jesus retornou a este desejo 14 vezes, atribuindo o lugar desta festa no calendário litúrgico, descrevendo a razão e o objetivo de sua instituição, bem como a maneira de sua preparação e celebração.

A escolha do primeiro domingo após a Páscoa, que conclui a oitava da Ressurreição do Senhor, aponta para a íntima conexão do mistério pascal com a Festa da Divina Misericórdia. O sofrimento, a morte e a ressurreição de Cristo são a fonte e o ápice da revelation do amor misericordioso de Deus.

"A Festa da Divina Misericórdia foi introduzida para toda a Igreja pelo Papa João Paulo II em 30 de abril de 2000."

A obra da redenção mostra-se em sua plena abundância nos santos sacramentos, dos quais a liturgia desta festa fala. Os Sacramentos do Batismo, da Penitência e da Eucaristia são portanto fontes inexauríveis da misericórdia de Deus, às quais a Igreja conduz todas as gerações por toda a terra.

Portanto, o Domingo da Misericórdia não deve ser apenas o dia de especial veneração de Deus neste mistério, mas também o dia da graça para todas as pessoas, especialmente para os pecadores.

"Desejo que a Festa da Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pobres pecadores. Neste dia o interior da Minha misericórdia está aberto; derramo um mar inteiro de graças sobre aquelas almas que se aproximam da fonte da Minha misericórdia. A alma que vai à confissão e recebe a Sagrada Comunhão obtém remissão completa da culpa e da pena; neste dia todas as comportas de Deus estão abertas, através das quais fluem as graças. Nenhuma alma deve temer aproximar-se de Mim, mesmo que seus pecados fossem vermelhos como escarlate." [699]

A preparação para a Festa da Divina Misericórdia deve ser uma novena baseada na reza da Terço da Divina Misericórdia por nove dias.

"Nesta novena," disse o Senhor, "concederei todas as graças às almas." [796]

A Festa da Divina Misericórdia foi introduzida para toda a Igreja pelo Papa João Paulo II em 30 de abril de 2000.

O Terço da Divina Misericórdia

"Através da reza do Terço da Divina Misericórdia aproximais a humanidade de Mim." [929]
"Tendo prazer em conceder-lhes através desta oração tudo quanto Me pedem." [1541]

Jesus ditou esta oração à Irmã Faustina em 13–14 de setembro de 1935. [474–476] No total Jesus falou dela 14 vezes, explicando o objetivo e as promessas conectadas com esta oração. Nesta oração oferecemos a Deus Pai: o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Seu amado Filho em reparação pelos nossos pecados e pelos do mundo inteiro. Unimo-nos ao sacrifício de Jesus na Cruz, que Ele realizou para a redenção do mundo; apelamos ao amor com o qual Deus Pai ama Seu Filho e nele todos os homens. Quando mantemos em vista em tudo o que pedimos a vontade de Deus e Sua glória, recebemos a promessa de Jesus:

"Através da oração pedis tudo, se o que pedis está de acordo com Minha vontade." [1731]

Segundo a promessa de Jesus, especialmente os pecadores e os moribundos devem receber graças especiais.

"Os sacerdotes a oferecerão aos pecadores como última âncora de salvação. Mesmo que seja o mais endurecido pecador – se rezar este terço apenas uma vez, a graça da Minha misericórdia infinita lhe será concedida." [687]

Quando este Terço da Misericórdia for rezado pelos moribundos, Jesus estará entre Seu Pai e o moribundo não como justo Juiz, mas como misericordioso Redentor. [1541]

Mas para obter todas as graças prometidas, é importante que nossa oração seja caracterizada pela confiança perseverante na misericórdia de Deus e pela contrição sincera por nossos pecados.

"Quando a alma vê e reconhece a gravidade de seus pecados, quando todo o abismo de sua miséria (…) se estende diante de seus olhos, não deve desesperar, mas lançar-se com confiança nos braços da Minha misericórdia, como uma criança nos braços de sua mãe amorosa." [1541]

Segundo Santa Hildegarda de Bingen, a contrição tem uma dinâmica renovadora do mundo. Com ela podemos colocar o mundo cósmico em movimento. O poder da contrição faz a natureza florescer e dar frutos. Ela escreve: "Na contrição o homem rompe seus pecados. Não é um poder que vem de nós, mas brota do sofrimento do Senhor …" De Deus Pai Santa Hildegarda recebe a maravilhosa mensagem a toda criança humana: "Por que não voltas para casa quando pecaste? Ofereço-te do Meu coração paterno o maior poder do Meu amor: a contrição."

Instruções para rezar o Terço da Divina Misericórdia [Clique aqui]

A Novena da Divina Misericórdia

A Hora da Misericórdia

"Nesta hora a graça veio para todo o mundo. A misericórdia venceu a justiça." [1572]

Em outubro de 1937 Jesus recomendou comemorar Sua hora de morte, que Ele mesmo chamou "a hora da grande misericórdia para o mundo." [1320] Em fevereiro de 1938 o Senhor repetiu Seu desejo, descrevendo a maneira de oração na Hora da Misericórdia e a promessa a ela ligada.

Jesus deseja comemorar nesta hora Seu amargo sofrimento, louvar e glorificar a misericórdia de Deus, e pedir através dos méritos de Seus amargos sofrimentos as graças necessárias para o mundo, especialmente para os pecadores:

"Lembro-vos (...) que sempre que ouvirdes o relógio bater a terceira hora, deveis mergulhar-vos inteiramente na Minha misericórdia, glorificá-la e louvá-la. Invocai sua onipotência para todo o mundo, especialmente para los pobres pecadores, pois agora está largamente aberta para toda alma." [1572]

Mas para obter essas promessas, três condições devem ser cumpridas:

  1. A oração deve ser dirigida a Jesus.

  2. Deve ser rezada às 15h.

  3. Deve referir-se ao sofrimento do Senhor. [cf. 1320]

Além disso, a devoção à misericórdia de Deus deve ser combinada com a atitude de confiança e amor misericordioso ao próximo.

Jesus também nomeou formas adequadas de oração para venerar a Divina Misericórdia:

"Esforçai-vos nesta hora para fazer a Via-Sacra. Se isso não for possível para vós, então ide por um momento à capela e venerai Meu Coração, que está cheio de misericórdia no Santíssimo Sacramento do Altar. Se isso também não for possível para vós, mergulhai-vos em oração, mesmo que brevemente, onde estiverdes. Nesta hora podeis pedir tudo para vós e para os outros." [1572]

Oração na Hora da Morte de Nosso Senhor (15h)

Jesus Misericordioso, em grata recordação de Vossa amarga morte na Cruz, adoro-Vos na mais profunda reverência e louvo-Vos pela inestimável graça da redenção. Humildemente Vos peço, olhai misericordiosamente sobre toda a humanidade e mostrai Vossa insondável misericórdia especialmente aos pobres pecadores e aos moribundos. Amém.

Oração pela Conversão de uma Alma

"Se rezardes a seguinte oração por um pecador com coração contrito e com fé, concederei-lhe a graça da conversão. A oração é:

Ó Sangue e Água, que brotastes do Coração de Jesus como fonte de misericórdia para nós – confio em Vós. [186]

Nossa Senhora da Misericórdia

"Eu dei ao mundo o Redentor, e vós deveis contar ao mundo Sua grande misericórdia e prepará-lo para Seu retorno." [635]

A Irmã Faustina relata em seu diário como lhe foi permitido várias vezes contemplar a Mãe de Deus como Medianeira entre o céu e a terra:

"… Contemplei entre o céu e a terra a Mãe de Deus com uma túnica brilhante. Ela rezava, as mãos cruzadas no peito e olhando para o céu. De seu coração saíam raios de fogo, alguns iam ao céu, outros cobriam nossa terra." [33]

Em 5 de agosto de 1935, Festa de Nossa Senhora da Misericórdia, a Irmã Faustina novamente viu Maria em beleza indizível, e desta vez Maria falou-lhe:

"Sou vossa Mãe da insondável misericórdia de Deus. A alma que cumpre fielmente a vontade de Deus é a mais querida para mim." [449]

Com estas palavras Maria nos recorda da hora da grande misericórdia, em que Jesus, morrendo na Cruz, nos deu Sua Mãe por assim dizer como porta da misericórdia.

Desde esse momento, segundo o plano divino, Maria é a grande medianeira das graças dos méritos do Redentor (Cf. II Concílio Vaticano, Lumen Gentium, n.º 62). Maria carrega nossas orações e sacrifícios até o Coração de Deus. Por isso ela sempre nos convida de novo a nos consagrarmos, nossas famílias e representativamente toda a humanidade ao seu coração maternal. Através desta consagração a Maria podemos ajudar no triunfo de seu Imaculado Coração, que ela já anunciou em 1917 em Fátima.

Consagração ao Imaculado Coração de Maria

Santíssima Virgem Maria!
Mãe de Deus e minha Mãe! Ao Vosso Imaculado Coração consagro-me com tudo o que sou e tenho. Tomai-me sob Vossa proteção maternal! Preservai-me de todos os perigos. Ajudai-me a vencer as tentações que me levam ao mal, para que possa preservar a pureza do meu corpo e da minha alma. O Vosso Imaculado Coração seja o meu refúgio e o caminho que me conduz a Deus.

Alcançai-me a graça de orar e sacrificar-me frequentemente por amor a Jesus pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Vosso Imaculado Coração. Em união convosco e com o Coração do Vosso divino Filho desejo viver em plena consagração à Santíssima Trindade, em quem creio, a quem adoro, em quem espero e a quem amo. Amém. (Ir. M. Lúcia)

A Misericórdia e a Justiça de Deus

"Antes de vir como justo Juiz, abro largamente a porta da Minha misericórdia. Quem não quiser entrar pela porta da Minha misericórdia deve passar pela porta da Minha justiça." [1146]

A Irmã Faustina reconheceu o mistério da misericórdia de Deus também no destino do homem para a beatitude eterna. Deus concedeu-lhe em Sua bondade e misericórdia a graça de contemplar as belezas e a felicidade da glória celestial, que está preparada para aqueles que O amam e confiam nele.

Uma ocorrência adicional que a Irmã Faustina relata em seu diário é a estadia no lugar de purificação (purgatório), onde ela viu as almas sofredoras que satisfazem a justiça de Deus por seus pecados, o que é um dom adicional da misericórdia de Deus. Essas almas estão cheias de esperança, pois sabem que um dia contemplarão a Deus.

Bem diferente é o lugar do tormento eterno, o inferno. A Irmã Faustina foi conduzida por ordem de Deus através de um anjo ao abismo do inferno, para dar testemunho à humanidade de que ele existe e está povoado de almas condenadas que suportam terríveis tormentos que duram eternamente.

Vislumbre do Céu

"Hoje estive em espírito no céu e contemplei as insondáveis belezas e a felicidade que nos espera após a morte. Vi como todas as criaturas incessantemente rendem honra e glória a Deus. Vi quão grande é a felicidade em Deus que flui sobre todas as criaturas, as torna felizes, e como toda glória e honra retornam dessa felicidade à fonte. Penetram nas profundezas de Deus, contemplando a vida interior de Deus – do Pai, do Filho e do Espírito Santo – que nunca compreenderão ou sondarão. Esta fonte de felicidade é imutável em sua essência, porém sempre nova, borbulhando de beatitude para todas as criaturas. Agora posso compreender o santo Paulo, que disse: 'Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais entrou no coração do homem o que Deus preparou para aqueles que O amam.' (1 Cor 2,9)

E Deus me fez compreender algo que tem valor infinito aos Seus olhos – é o amor a Deus, amor, amor, e novamente amor; com um único ato de puro amor a Deus nada pode ser comparado. (…) Oh meu Deus, quanto sinto pelos que não creem na vida eterna; oro tanto por eles para que também sejam tocados por um raio de misericórdia e Deus os pressione ao Seu coração paterno." [777–780]

No Purgatório

No início de sua vida religiosa, durante uma breve enfermidade, a Irmã Faustina perguntou a Jesus por quem ainda deveria orar:

"Jesus respondeu-me que no próximo dia me faria saber por quem deveria orar. Contemplei meu Anjo da Guarda, que me ordenou segui-lo. De repente me encontrei em um lugar nebuloso cheio de fogo, e nele muitas almas sofredoras. Essas almas rezam com grande fervor, porém sem efeito para si mesmas; somente nós podemos ajudá-las. As chamas que ardiam ao seu redor não me tocavam. Meu Anjo da Guarda não me deixou por um momento. Perguntei às almas qual era seu maior sofrimento. Responderam-me unanimemente que seu maior sofrimento era o anseio por Deus. Vi a Mãe de Deus visitando as almas no purgatório. As almas chamam Maria de 'Estrela do Mar.' Ela traz-lhes alívio. Quis falar mais com elas, mas meu Anjo da Guarda deu-me sinal para ir. (…) Ouvi uma voz interior que disse:

'Minha misericórdia não deseja isto, mas a justiça exige.'

Desde aquela época cultivei uma relação mais próxima com as almas sofredoras." [20]

Descida ao Inferno

"Hoje fui conduzida por um anjo ao abismo do inferno. É um lugar de grande tormento; sua extensão é terrivelmente grande. Os tipos de tormento que vi são os seguintes: O primeiro tormento que constitui o inferno is a perda de Deus; o segundo – o incessante remorso da consciência; o terceiro – que esse destino nunca mudará novamente. O quarto tormento – o fogo que penetra a alma sem destruí-la; é um tormento terrível; é um fogo puramente espiritual aceso pela ira de Deus. O quinto tormento – é a escuridão constante e um cheiro terrivelmente sufocante. Embora seja escuro, os demónios e as almas condenadas veem uns aos outros; veem toda a maldade dos outros e também a sua própria. O sexto tormento – é a incessante companhia de Satanás. O sétimo tormento – é terrível desespero, ódio de Deus, blasfêmias, maldições e reprovações. Estes são tormentos que todos os condenados sofrem em comum, mas isso não é o fim. Ainda há tormentos especiais para as almas, a saber, tormentos dos sentidos. Com aquilo com que cada alma pecou, com isso é atormentada de modo terrível e indescritível. Há terríveis cavernas e abismos de tormento, onde um tormento difere do outro. Diante deste terrível tormento teria morrido se a onipotência de Deus não me tivesse preservado. O pecador deve saber que será atormentado por toda a eternidade com o órgão do sentido com o qual pecou. Escrevo disso por ordem de Deus, para que nenhuma alma possa se desculpar de que o inferno não existe, ou de que ninguém esteve lá e não sabemos como é."

"Eu, Irmã Faustina, estive por ordem de Deus no abismo do inferno para relatar e dar testemunho às almas de que o inferno existe. Agora não posso falar disso, pois tenho ordem de Deus de deixá-lo por escrito. Os demónios tinham grande odio de mim, mas por ordem de Deus tiveram de me obedecer. O que escrevi é uma sombra magra das coisas que vi. Uma coisa pude observar: há principalmente almas que não haviam acreditado no inferno. Quando voltei a mim, não pude me recuperar do horror de quanto as almas sofrem lá. Por isso oro ainda mais fervorosamente pela conversão dos pecadores. Sem cessar imploro a misericórdia de Deus por eles. Oh meu Jesus, antes sofreria tormentos até o fim do mundo do que ofender-Vos com o mais leve pecado." [741]

Este testemunho pessoal da Santa Irmã Faustina merece ainda mais atenção pois está de acordo com os ensinamentos da Igreja:

"O ensinamento da Igreja afirma que o inferno existe e que dura eternamente. Morrer em pecado mortal sem ter se arrependido dele e sem aceitar o amor misericordioso de Deus significa permanecer para sempre separado d'Ele por própria livre escolha." (CCC 1035, 1033)

Orações à Divina Misericórdia

"A alma mais feliz é aquela que se confia à Minha misericórdia, pois Eu mesmo cuido dela." [1273]

Oração da Irmã Faustina [163]

Tantas vezes quanto meu peito respira, tantas vezes quanto meu coração bate, tantas vezes quanto o sangue pulsa em meu corpo, tantas milhares de vezes louvarei Vossa misericórdia, Oh Santíssima Trindade. (…) Que este maior atributo de Deus, Sua insondável misericórdia, alcance meus próximos através do meu coração e da minha alma.

Ajudai-me, Senhor, a que meus olhos olhem com misericórdia, a que nunca suspeite e julgue pela aparência exterior, mas perceba o que é belo nas almas dos meus próximos e venha em seu auxílio.

Ajudai-me a que minha audição torne-se misericordiosa, a que me incline às necessidades dos meus próximos, a que meus ouvidos não permaneçam indiferentes ao sofrimento e lamento dos meus próximos.

Ajudai-me, Senhor, a que minha língua torne-se misericordiosa, a que nunca fale depreciativamente dos meus próximos, mas tenha uma palavra de consolo e perdão para todos.

Ajudai-me, Senhor, a que minhas mãos sejam misericordiosas e repletas de boas obras, a que faça apenas o bem ao meu próximo e tome sobre mim trabalho mais difícil, mais laborioso.

Ajudai-me a que meus pés sejam misericordiosos, a que sempre se apressem em auxiliar meu próximo e dominem meu próprio cansaço e fadiga. Meu verdadeiro descanso está em servir meu próximo.

Ajudai-me, Senhor, a que meu coração seja misericordioso, a que sinta todos os sofrimentos dos meus próximos, a que recuse meu coração a ninguém, mantenha tratos sinceros mesmo com aqueles cuja bondade sei que será abusada; eu mesma me fecharei no mais misericordioso Coração de Jesus. Silenciarei sobre meus próprios sofrimentos. Vossa misericórdia, oh meu Senhor, repousará em mim.

Oh meu Jesus, transformai-me em Vós mesmos, pois podeis fazer todas as coisas.

Litania da Divina Misericórdia [949]

Misericórdia de Deus,
brota do seio do Pai,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
maior atributo de Deus,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
mistério insondável de Deus,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
fonte que brota do mistério da Santíssima Trindade,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
não sondada nem pelo intelecto dos homens nem dos anjos,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
da qual fluem toda vida e felicidade,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
elevada acima do céu,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
fonte de maravilhas e mistérios,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
que abrange todo o universo,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
veio ao mundo na Pessoa do Verbo Encarnado,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
que flui da ferida aberta do Coração de Jesus,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
contida no Coração de Jesus para nós, especialmente para os pecadores,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
insondável na instituição da Santíssima Eucaristia,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
na fundação da santa Igreja,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
no Sacramento do santo Batismo,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
em nossa justificação através de Jesus Cristo,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
acompanhando-nos através de toda nossa vida,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
abraçando-nos especialmente na hora de nossa morte,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
concedendo-nos a vida eterna,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
ao nosso lado em cada momento de nossa vida,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
protegendo-nos do fogo do inferno,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
na conversão dos pecadores endurecidos,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
maravilha dos anjos e insondável para os santos,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
insondável em todos os mistérios de Deus,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
levantando-nos de toda miséria,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
fonte de nossa felicidade e alegria,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
chamando-nos do nada à vida,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
abrangendo todas as obras de Suas mãos,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
coroando tudo o que é e será,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
em que todos estamos imersos,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
doce consolação dos corações aflitos,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
única esperança das almas desesperadas,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
descanso dos corações, paz no meio do terror,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
deleite e êxtase das almas santas,
Confio em Vós!

Misericórdia de Deus,
despertando confiança apesar da desesperança,
Confio em Vós!

Oh Deus Eterno, cuja misericórdia é insondável e cujo tesouro de compaixão é inexaurível, olhai graciosamente sobre nós e aumentai Vossa misericórdia em nós, para que não desesperemos nem nos desanimemos em momentos difíceis, mas com grande confiança nos entreguemos à Vossa santa vontade, que é amor e misericórdia em si mesmos. Amém.

Consagração a Jesus Misericordioso

Jesus Misericordioso, Vossa bondade é infinita, e os tesouros de Vossas graças são inexauríveis. Confio sem limites em Vossa misericórdia, que supera todas as Vossas obras.

Consagro-me inteiramente a Vós, para viver nos raios de Vossa graça e amor que saíram de Vosso Coração na Cruz.

Quero difundir Vossa misericórdia e especialmente rezar Vosso Terço, implorar Vossa misericórdia por nós, pela conversão dos pecadores, por todo o mundo e pelas Santas Almas do purgatório.

Vós, porém, me protegereis como Vossa propriedade e Vossa honra, pois temo tudo de minha fraqueza e espero tudo de Vossa misericórdia.

Que toda a humanidade reconheça a insondável profundidade de Vossa misericórdia, coloque toda sua esperança nela e a louve por toda a eternidade. Amém.

Jesus, confio em Vós, pois sois minha confiança!

Via-Sacra da Vida Interior

(Cf. Deus, Cheio de Misericórdia)

"A maioria das graças concedo às almas que devotamente contemplam Meu sofrimento." [737]

Oração de Abertura

Senhor Misericordioso, meu Mestre, quero seguir-Vos fielmente, quero imitar-Vos em minha vida de modos cada vez mais perfeitos. Por isso Vos peço que através da contemplação de Vosso sofrimento me concedais a graça de compreender cada vez melhor os mistérios da vida espiritual.

Maria, Mãe da Misericórdia, conduzi-me pelos caminhos do amargo sofrimento de Vosso Filho e alcançai-me as graças necessárias para uma experiência fecunda desta Via-Sacra. Ofereço-a especialmente pela santificação dos sacerdotes e religiosos e por todos que buscam verdadeira interioridade e perfeição.

Oração Antes de Cada Estação

Adoramos-Vos, Senhor Jesus Cristo, e Vos louvamos.
Porque pela Vossa santa Cruz remistes o mundo.

I. Estação

Jesus é condenado à morte

Os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio procuraram falso testemunho contra Jesus para condená-Lo à morte.
(Mt 26,59-60)

Jesus:

"Não vos admireis de às vezes serem expostos a suspeitas injustas. Por amor a vós bebi primeiro o cálice do sofrimento inocente." [289]
"Quando estive diante de Herodes, alcancei para vós a graça de elevar-vos acima do desprezo dos homens e seguir Meus caminhos fielmente." [1164]

Irmã Faustina:

"Estamos acostumados a reagir à linguagem e pensamos que devemos always responder imediatamente, sem notar se é vontade de Deus que falemos. Uma alma silenciosa é forte; todas as adversidades não a prejudicam quando persevera no silêncio. Uma alma silenciosa é capaz de unir-se mais intimamente com Deus." [477]

Jesus Misericordioso, ajudai-me a poder aceitar todo julgamento humano, e não permitais que eu jamais vos condene em meu próximo.

II. Estação

Jesus toma Sua Cruz sobre Si

"Carregou Sua Cruz e saiu para o lugar chamado Lugar do Crânio, que em hebraico se chama Gólgota."
(Jo 19,17)

Jesus:

"Não temas o sofrimento, estou contigo." [151]
"Quanto mais crescereis em amor ao sofrimento, mais puro será vosso amor por Mim." [279]

Irmã Faustina:

"Jesus, agradeço-Vos pelas pequenas cruzes diárias, pelos obstáculos aos meus planos, pelo fardo da vida comunitária, pela má interpretação das intenções, pelas humilhações dos outros, pelo tratamento severo conosco, pelas acusações infundadas, pela saúde fraca e exaustão, pela negação da minha própria vontade, pelo apagamento do meu próprio eu, pela falta de reconhecimento em tudo, pelo frustrar de todos os planos." [343]

Jesus Misericordioso, ensinai-me a valorizar o fardo da vida, da enfermidade e todo sofrimento e a carregar esta cruz diária com amor.

III. Estação

Jesus cai pela primeira vez sob a Cruz

"Sobre Ele estava o castigo que nos curou, por Suas feridas fomos curados."
(Is 53,5)

Jesus:

"As falhas involuntárias das almas não Me impedem em Meu amor por elas (…) nem Me impedem de Me unir a elas; mas as menores falhas, voluntariamente cometidas, retêm Minhas graças; tais almas não posso cobrir com Meus dons." [1641]

Irmã Faustina:

"Oh meu Jesus, quão propensa ao mal sou. Isso me obriga à constante vigilância sobre mim. Mas não deixo nada me dissuadir. Confio na graça de Deus, que está abundantemente presente na maior miséria." [606]

Senhor Misericordioso, preservai-me de toda, mesmo da menor, mas voluntariamente cometida e consciente infidelidade.

IV. Estação

Jesus encontra Sua Mãe

"Uma espada trespassará vossa própria alma."
(Lc 2,35)

Jesus:

"Embora todas as obras que surgem de Minha vontade estejam expostas a grande sofrimento, considerai se alguma delas esteve exposta a maior sofrimento que Minha obra direta, a obra da redenção. Não deveis afligir-vos demais com as adversidades." [1643]

Irmã Faustina:

"Ouvi a voz da Santíssima Mãe: 'Sabei, minha filha, embora tenha sido elevada à dignidade de Mãe de Deus, sete espadas de dor trespassaram meu coração. Não empreendais nada em vossa própria defesa, suportai tudo com humildade, o próprio Deus vos defenderá.'" [786]

Maria, Mãe das Dores, estai sempre comigo, especialmente no sofrimento, assim como estivestes presente na Via-Sacra de Vosso Filho.

V. Estação

Simão de Cirene ajuda Jesus a carregar a Cruz

"Quando conduziam Jesus, agarraram um homem de Cirene chamado Simão (…) Colocaram-lhe a Cruz sobre os ombros, para que a carregasse atrás de Jesus."
(Lc 23,26)

Jesus:

"Permito dificuldades para multiplicar vossos méritos. Recompenso não o bom resultado mas a paciência e o esforço empreendidos por Mim." [86]

Irmã Faustina:

"Oh meu Jesus, Vós recompensais não pelo bom resultado de uma ação, mas pela vontade sincera e pelos esforços. Por isso estou muito em paz, mesmo que todos os meus esforços e empenhos permaneçam fúteis ou nunca devam ser realizados. Se faço tudo que está ao meu poder, o resto já não me pertence." [952]

Jesus, meu Senhor, que todo pensamento, toda palavra e toda ação ocorram somente por amor a Vós. Purificai minhas intenções.

VI. Estação

Verônica enxuga o rosto de Jesus

"Muitos se horrorizaram com Ele – tão desfigurada estava Sua aparência, já não parecia um homem, Sua forma já não era a de um homem."
(Is 52,14)

Jesus:

"Sabei que quando fazeis algo de bem a qualquer alma, aceito-o como se o fizésseis a Mim mesmo." [1768]

Irmã Faustina:

"De Jesus aprendo a ser boa, d'Ele que é a bondade mesma, para que possa ser chamada filha do Pai Celestial." [669]
"Grande amor pode transformar pequenas coisas em grandes, e só o amor dá valor às nossas ações." [303]

Senhor Jesus, meu Mestre, tornai meus olhos, minhas mãos, minha boca e meu coração misericordiosos. Transformai-me em misericórdia.

VII. Estação

Jesus cai pela segunda vez sob a Cruz

"Ele carregou nossas enfermidades e levou nossas dores."
(Is 53,4)

Jesus:

"A razão de vossas derrotas é que contais demais convosco mesmos e confiais demais pouco em Mim." [1488]
"Sabei que nada podeis por vós mesmos." [639]
"Sem Minha ajuda especial nem mesmo sois capazes de receber Minhas graças." [738]

Irmã Faustina:

"Jesus, não me deixeis só. (…) Vós, Senhor, sabeis quão fraca sou. Sou o abismo da miséria, sou o total nada; é então surpreendente que quando me deixais só, eu caia?" [1489]
"Então Vós, Jesus, deveis estar constantemente comigo, como uma mãe com seu filho fraco, ainda mais." [264]

Que Vossa graça me assista, Senhor, para que não caia constantemente nos mesmos erros. E quando cair, então ajudai-me a levantar-me e louvar Vossa misericórdia.

VIII. Estação

Jesus exorta as mulheres de Jerusalém

"Uma grande multidão de pessoas seguia-O, e também mulheres que lamentavam e choravam por Ele."
(Lc 23,27)

Jesus:

"Oh quanto Me é querida a fé viva." [1421]
"Desejei que houvesse mais fé entre vós no tempo presente." [353]

Irmã Faustina:

"Peço-vos sinceramente, Senhor, que fortaleçais minha fé, para que não seja guiada na cinzenta vida cotidiana pelos ânimos humanos, mas pelo Espírito. Oh como tudo atrai o homem à terra, mas a fé viva mantém a alma em esferas mais altas e atribui ao amor próprio seu devido lugar, o último." [210]

Senhor Misericordioso, agradeço-Vos pelo santo Batismo e pela graça da fé. Uma e outra vez clamo: Senhor, creio, aumentai minha fé!

IX. Estação

Jesus cai pela terceira vez sob a Cruz

"Ele foi oprimido e afligido, porém não abriu a boca."
(Is 53,7)

Jesus:

"Sabei que o maior obstáculo à santidade é a indolência e a ansiedade infundada. Elas vos tiram a possibilidade de exercer a virtude. (…) Estou sempre pronto a vos perdoar. Quantas vezes Me pedirdes, louvareis Minha misericórdia." [1488]

Irmã Faustina:

"Meu Jesus, apesar de Vossas graças sinto e vejo toda a minha miséria. Começo e termino o dia em batalha. Mal lidei com uma dificuldade quando dez novas surgem em seu lugar que devem ser combatidas. Mas não me aflijo com isso, pois sei que agora é o tempo da luta e não da paz." [606]

Senhor Misericordioso, dou-Vos o que é minha única propriedade, a saber, o pecado e a fragilidade humana. Imploro-Vos que minha miséria mergulhe em Vossa insondável misericórdia.

X. Estação

Jesus é despojado de Suas vestes

"Para que se cumprisse a Escritura: 'Repartiram Minhas vestes entre si e lançaram sortes sobre Minha túnica.'"
(Jo 19,24)

Irmã Faustina:

"Jesus subitamente estava diante de mim, despojado de Suas vestes, todo Seu corpo coberto de feridas, Seus olhos cheios de sangue e lágrimas, todo Seu rosto desfigurado, coberto de cuspe. Então Jesus disse-me:"

Jesus:

"A esposa deve assemelhar-se ao esposo."

Irmã Faustina:

"Compreendi profundamente estas palavras. Não há lugar para dúvida aqui. Minha semelhança com Jesus será através do sofrimento e da humildade." [268]

Jesus, Vós que sois silencioso e puro de coração, formai meu coração segundo Vosso Coração.

XI. Estação

Jesus é pregado na Cruz

"Levaram Jesus a um lugar chamado Gólgota. Era a terceira hora quando O crucificaram."
(Mc 15,22.25)

Jesus:

"Meu discípulo, cultiva grande amor por aqueles que te infligem sofrimento; faze o bem àqueles que te odeiam." [1628]

Irmã Faustina:

"Oh meu Jesus, sabeis que esforço custa ser honesta e sincera com aqueles diante dos quais nossa natureza recua, ou com aqueles que consciente ou inconscientemente nos infligiram sofrimento; humanamente é impossível. Nesses momentos esforço-me mais do que nunca para descobrir Jesus na respectiva pessoa e por causa deste Jesus faço tudo para as respectivas pessoas." [Cf. 766]

Oh amor mais puro, reina em meu coração plenamente e ajudai-me a amar o que excede toda medida humana. [Cf. 328]

XII. Estação

Jesus morre na Cruz

"Jesus gritou com voz forte: 'Pai, em Vossas mãos entrego Meu espírito.' Após essas palavras expirou."
(Lc 23,46)

Jesus:

"Tudo isso pela redenção das almas. Considerai o que fazeis pela salvação delas." [1184]

Irmã Faustina:

"Vi multidões inteiras de almas crucificadas assim como Jesus. Vi uma segunda e uma terceira multidão de almas. A segunda multidão não estava pregada à cruz, mas as almas seguravam firmemente a cruz nas mãos. A terceira multidão não estava crucificada nem as almas seguravam a cruz nas mãos, mas arrastavam-na atrás de si e estavam descontentes."

Jesus:

"Vedes as almas que Me assemelham em sofrimento e desprezo, também Me assemelharão em glória; aquelas, por outro lado, que Me assemelham menos em sofrimento e desprezo, terão também menos semelhança comigo em glória." [446]

Jesus, meu Redentor, escondei-me nas profundezas de Vosso Coração, para que fortalecida por Vossa graça eu me torne como Vós no amor à Cruz e tenha parte em Vossa glória.

XIII. Estação

Jesus é deposto da Cruz e colocado nos braços de Sua Mãe

"José de Arimateia (…) pediu a Pilatos que pudesse retirar o corpo de Jesus, e Pilatos permitiu."
(Jo 19,38)

Jesus:

"Uma alma que firmemente crê em Minha bondade é a mais querida para Mim. Dou-lhe Minha confiança e concedo-lhe tudo o que pede." [453]

Irmã Faustina:

"Refugio-me em Vossa misericórdia, bondoso Deus, pois só Vós sois bom. Embora minha miséria seja grande e minha culpa numerosa, confio em Vossa misericórdia; pois sois o Deus da misericórdia, de quem por séculos ninguém ouviu que uma alma confiando em Vossa misericórdia ficou desapontada." [1730]

Maria, Mãe da Misericórdia, conduzi-me pelo caminho da vida interior. Ensinai-me a sofrer e amar no sofrimento.

XIV. Estação

Jesus é colocado no túmulo

"José tomou-O e envolveu-O em um lençol de linho limpo. Então colocou-O em um túmulo novo, que havia escavado na rocha para si."
(Mt 27,59-60)

Jesus:

"Ainda não estais na casa do Pai. Ide portanto, fortalecidos por Minha graça, e lutai por Meu reino nas almas dos homens. Lutai como filho do rei e lembrai-vos de que os dias do exílio passam depressa e com eles a oportunidade de reunir méritos para o céu. Espero de vós (…) grande número de almas que louvarão Minha misericórdia por toda a eternidade." [1489]

Irmã Faustina:

"Toda alma que Vós, Jesus, me confiastes, quero sustentar através de oração e sacrifício, para que Vossa graça possa tornar-se eficaz nela. Oh grande amigo das almas, meu Jesus, agradeço-Vos por Vossa grande confiança, que tão bondosamente colocastes as almas sob nosso cuidado." [245]

Fazei, Senhor misericordioso, que nenhuma das almas que Vos confiastes pereça.


Oração após a Via-Sacra

Meu Jesus, minha única esperança, agradeço-Vos pelo livro que abristes diante dos olhos da minha alma. O livro é Vosso sofrimento, que assumistes por amor a mim. Deste livro aprendi a amar a Deus e as almas. Contém tesouros inestimáveis para nós.

Oh Jesus, quantas poucas almas Vos compreendem em Vosso sofrimento por amor! (…) Feliz é a alma que compreendeu o amor do Coração de Jesus. [304]

Biografia da Santa Irmã Faustina (1905-1938)

"Salvar uma única alma por toda a eternidade vale sacrificar uma vida inteira." [1435]

Helena Kowalska, como a Irmã Faustina era chamada antes de sua entrada na vida religiosa, nasceu em 25 de agosto de 1905 na aldeia polonesa de Głogowiec como terceira de dez filhos de uma pobre família camponesa. Desde cedo o desejo agitou-se em Helena de entrar no convento. Seu pai, porém, era contrário, pois não se sentia capaz de fornecer o dote exigido para entrada no convento. Assim Helena tentou suprimir sua vocação dedicando-se às coisas mundanas.

Uma experiência profunda em um baile reacendeu nela o primeiro anseio: Enquanto dançava subitamente viu Jesus atormentado, completamente coberto de feridas, ao seu lado, que falou-lhe:

"Quanto tempo ainda hei de tolerar-vos, e quanto tempo Me adiareis?" [9]

Este encontro com Jesus marcou o ponto de virada em sua história de vocação. Profundamente tocada na alma, foi imediatamente a uma igreja e jogou-se diante do tabernáculo. Nesta postura implorou a Deus que lhe fizesse saber o que deveria fazer agora. Então ouviu em seu coração as palavras:

"Ide imediatamente a Varsóvia, lá entrareis no convento!" [10]

Deizando sua vida anterior para trás, partiu sem hesitação para Varsóvia e lá procurou entrar num convento. Por toda parte foi rejeitada, até finalmente encontrar aceitação com a Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia. Lá entrou em 1º de agosto de 1925.

Deus escolheu essa simples religiosa para aproximar a humanidade da verdade revelada na Sagrada Escritura sobre Seu amor misericordioso por todas as pessoas e proclamá-la. Sua missão também incluía implorar a misericórdia de Deus por todo o mundo através de formas correspondentes de veneração, para promover um movimento de renovação da vida religiosa no espírito da confiança cristã e da misericórdia.

Fiel ao cumprimento de sua missão, ela morreu já aos 33 anos em 5 de outubro de 1938 no convento em Cracóvia-Łagiewniki de tuberculose.

Em 18 de abril de 1993 a Irmã Faustina foi beatificada pelo Papa João Paulo II. Com sua canonização em 30 de abril de 2000, ele também introduziu oficialmente a "Festa da Divina Misericórdia" para toda a Igreja e fixou sua celebração no primeiro domingo após a Páscoa (Domingo da Divina Misericórdia).

"Olhai para Meu coração misericordioso e refleti sua misericórdia em vosso próprio coração e em vossas ações."
– Jesus à Santa Irmã Faustina


"Somos mais semelhantes a Deus quando concedemos perdão ao nosso próximo."
– Santa Irmã Faustina